

Com a Reforma Tributária, muitos profissionais PJ se perguntam se o Simples Nacional ainda compensa. A resposta depende do perfil de cliente, do Fator R e da necessidade de gerar crédito. Entenda quando permanecer e quando reavaliar em 2026.
O Simples Nacional continua valendo a pena para a maioria dos profissionais PJ que atendem o consumidor final (B2C), especialmente médicos e dentistas com Fator R que aproveitam o Anexo III. A reavaliação se justifica para quem fatura predominantemente para empresas (B2B) e precisa transferir crédito cheio de IBS/CBS. Em 2026, a decisão deve ser tomada com simulação, e não por impulso.
Desde a regulamentação da Reforma Tributária, uma dúvida domina as conversas em consultórios e escritórios: o Simples Nacional ainda vale a pena? A resposta honesta é: depende — e a boa notícia é que dá para responder com números, não com achismo.
O Simples Nacional não acaba com a Reforma. Continua existindo, com sua guia única (DAS) e suas faixas de faturamento. O Fator R, que permite a tributação pelo Anexo III (mais vantajoso) quando a folha de pagamento representa pelo menos 28% do faturamento, continua valendo.
O que entra em cena é a lógica do crédito de IBS/CBS. Dependendo de para quem você fatura, esse crédito pode ou não fazer diferença na sua competitividade.
Para a maioria dos médicos, dentistas e profissionais de saúde com consultório próprio que atende pacientes (pessoas físicas), o Simples tende a permanecer vantajoso. O motivo é direto: o paciente não aproveita crédito de IBS/CBS, então não há perda competitiva em recolher por dentro do DAS.
Soma-se a isso o Fator R: profissões de saúde com folha relevante (pró-labore + salários) acessam o Anexo III, com alíquotas iniciais a partir de 6%. Combinado com a redução de 60% para serviços de saúde no novo sistema, o cenário para o consultório B2C costuma ser favorável.
> Regra prática: se você atende paciente e tem Fator R, provavelmente o Simples continua sendo o seu melhor caminho — mas confirme com simulação.
A conversa muda para quem fatura principalmente para empresas (B2B): clínicas que prestam para hospitais, operadoras, laboratórios ou outras PJs.
Nesses casos, o cliente empresarial vai querer aproveitar o crédito cheio de IBS/CBS. Pelo Simples recolhido no DAS, esse crédito é limitado — e o cliente pode preferir um fornecedor que transfira o crédito integral.
As alternativas a avaliar:
| Perfil | Caminho mais provável |
|---|---|
| Consultório que atende pacientes (B2C) | Permanecer no Simples |
| Presta para empresas (B2B) | Avaliar apuração por fora ou Lucro Presumido |
| Fator R alto + folha relevante | Simples (Anexo III) costuma vencer |
| Margem alta e poucos custos | Comparar Simples x Presumido |
A Conexão Contabilidade é especializada em PJ de serviços — médicos, dentistas e profissionais liberais — em São Paulo. Fazemos a simulação comparativa entre Simples (com e sem apuração por fora) e Lucro Presumido, considerando Fator R, perfil de clientes e a lógica de crédito da Reforma. Você decide com números na mão.

Não existe resposta única. A escolha entre permanecer no Simples, apurar IBS/CBS por fora ou migrar de regime depende de variáveis específicas da sua PJ:
Por isso, a melhor decisão nasce de uma simulação comparativa feita pela contabilidade — projetando a carga e a competitividade em cada cenário. Decidir no impulso, sem números, é o erro mais caro nesse momento.
A Conexão Contabilidade simula Simples x Lucro Presumido para a sua PJ, considerando Fator R e a lógica de crédito da Reforma. Fale com a nossa equipe em São Paulo.
Especialistas em Médicos e Profissionais da Saúde
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